segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por enquanto, nada.

            Gostaria eu de ser estudante de psicologia(s). Não porque acho que tenho bons pensamentos e conselhos que poderiam ajudar outrem a desvendar suas mentes, não. Mas sim, pra (tentar) encontrar na ciência, as respostas pras minhas - só para as minhas - perguntas. Que nem são perguntas, mas perturbações. Egoísta.
             Como uma angústia pode simplesmente se desfazer dentro da minha cabeça, com remédios, com ajuda psiquiátrica, ou o que quer que seja, se é justamente a cabeça que ela habita? Quero dizer, se sem a minha cabeça, ela não existiria? O remédio pode me tirar o foco, pode me tirar a dor, e pode até me curar, mas não me faz esquecer. O pensamento naquilo que me aflige sempre estará, independentemente de eu tomar, ou, como sempre, ter esquecido de tomar aquelas pílulas brancas.
              Para mim, continua talvez, sem sentido. Mas, como a filha que obedece, estou de volta a elas, às que me prometem mas não cumprem, que posso dizer me que iludem, mas não me fazem esquecer.


Aqui eu te conto como vou, pra que não tenhas que perguntar.